terça-feira, 1 de setembro de 2009

Africanne Entrevista os Missionários Bira e Silvana (Angola)


Africanne: Conte para nós como foi a infância de vocês, vocês brincavam muito? O que vocês gostavam de fazer quando eram crianças?


Silvana:
Eu brincava muito, tenho dois irmãos com uma idade bem próxima, então a gente brincava de “caixa de fósforo”, pegávamos todos os fósforos e eles se transformavam em “pessoas”, aí nós fazíamos com areia a casa deles , tinham as pedras que eram os carros e os palitos de fósforo eram pintados, ou de azul para ser um menino ou de rosa para ser uma menina e esta era nossa cidade de palitos de fósforo.


Bira: Bom, eu era o caçula dos meus irmãos então nós gostávamos muito de inventar brinquedos, fazer aumentar as nossas pernas com latas de leite que a gente enchia de areia e amarrava uma corda e subia em cima para andar, com a mesma lata a gente amarrava um pacote de plástico e puxava e fazia um carrinho para fazer barulho e as brincadeiras mais tradicionais de pega-pega, esconde-esconde, eram as brincadeiras que a gente mais usava.


Africanne: Futebol Também?


Bira:
eu não sou um cara muito de futebol assim... geralmente as minhas brincadeiras eram brincadeiras que usavam mais as mãos, tipo peteca, voley... e brincadeiras desse tipo


Silvana: o futebol ficou pra mim, como eu tinha irmãos, a gente jogava muito futebol e depois, quando eu fiquei adolescente e até jovem, então eu jogava mesmo em time feminino, tenho medalhas e tudo, de jogo de futebol de salão, futebol de campo... tudo que ele não jogou, eu joguei!


Africanne: Legal .Vocês tinham apelidos quando eram crianças?


Silvana:
Porque você perguntou isso (risos). Eu tinha muitos, porque quando eu cheguei aos 14 anos eu já tinha este tamanho que eu tenho hoje, eu tinha 1,78m e aí então eu era “pau de virar tripa” ou então “vara de cutucar estrela”. (risos)

Bira: eu tinha um apelido mais familiar mesmo, ou era Birinha, ou as minhas duas irmãs mais velhas me chamavam de “neném”.


Africanne: Com que idade vocês aceitaram a Jesus e como foi?


Silvana:
eu já não era tão criancinha, eu já tinha 21 anos aí, pelo convite de uma amiga, que era a minha melhor amiga na época, ela me convidou e ficou durante um mês jejuando e orando por mim, aí eu falei pra ela “ tudo eu vou ser, menos crente”, aí ela disse “não, vamos comigo na igreja, só para você ver como é” então fui com ela e nunca mais saí, já fazem 20 anos.


Bira: Eu aceitei Jesus quando eu tinha uns 12 pra 13 anos, eu era um pré adolescente ainda, um Junior, e meus pais já haviam falecido, e a coisa que eu mais gostava de fazer era dançar, então eu fui pra igreja e o que mais me impactou na igreja foi o ministério de louvor, na primeira noite que eu fui à igreja eu entreguei a vida pra Jesus.


Africanne: E como foi seu desejo de sair do país, receber este chamado missionário?


Silvana: Quando me converti, eu creio que Deus já tinha um propósito comigo, né? Então eu já comecei a me preparar, eu trabalhava na igreja desde os primeiros meses que eu estava lá, já comecei a me envolver no grupo de teatro, não sou uma boa artista, nunca fui, mas era um grupo que eu consegui ficar junto com eles, e depois de tudo isso fui vendo que Deus queria realmente que eu servisse a Ele, que fizesse alguma coisa, mas sempre pensei que eu ia ficar no Paraná ou que eu ficaria no Brasil, e aí quando foi o tempo que nós recebemos o chamado, já estáva casada, foi um chamado muito forte. No dia em que o Pr. Russel Sheed estava pregando em um congresso de missões no Paraná, e ele pregou sobre um texto de Atos, falando que a igreja estava separando Paulo e Silas para o Ministério, e que o Espírito Santo falou para eles: “separe para mim Paulo e Barnabé para a obra que eu tenho chamado” e naquele dia quando ele lia este texto eu entendia e ouvia o Espírito Santo falar para mim “Separai para Mim ao Bira e a Silvana para a obra que vos tenho chamado” naquele dia nós aceitamos o chamado de Deus e foi todo um processo, para chegar até Angola demorou um pouquinho.


Africanne: Alguma coisa a acrescentar, Pastor?


Bira: Um amigo meu me fez lembrar de um fato... que no primeiro acampamento de jovens que eu fui , eu nem tinha idade para estar no acampamento de jovens, mas ele me levou e então, naquele acampamento de jovens, no momento de um apelo, o pastor disse que Deus estava separando jovens ali para o ministério e que estes jovens deveriam ir à frente, quem estivesse sentindo este toque de Deus e era o primeiro acampamento que eu tinha ido, eu não era nem batizado nas águas ainda e eu fui á frente e este amigo me fez lembrar há uns quatro anos atrás que quando ele me viu saindo pelo corredor, quase que me puxou de volta porque achava que eu não tinha entendido e ele disse que teve uma crise de riso com aquilo, de me ver indo para a frente e disse “esse cara não entendeu nada, ele não sabe o que está fazendo” e na verdade eu não sabia o que eu estava fazendo, mas Deus sabia e eu considero que o meu chamado começou ali, naquele acampamento de jovens, mas eu ainda era um adolescente.


Africanne: e há quanto tempo vocês estão no campo missionário?


Silvana: Começamos com o treinamento para o campo missionário, foi quando eu fiquei grávida do meu filho mais novo que hoje tem seis anos, em 2002, nós começamos a nos preparar para o campo missionário, mas estamos em Angola há 3 anos.


Africanne: E é bom ser missionário? O que vocês mais gostam de fazer no campo?

Silvana: Eu amo estar lá no campo porque eu me identifico, vejo que realmente o Senhor só nos fez nascer aqui no Brasil, mas acho que era para a gente já ter nascido lá em Angola, então a gente está assim como que em casa, eu achei que ia ser mais difícil me adaptar, de estar junto com o povo, e o povo se tornou a nossa família então nós somos assim, totalmente adaptados naquele lugar e eu vejo que não poderia estar em outro lugar no mundo então eu amo estar lá para poder trabalhar com as mulheres, eu gosto muito das mulheres, e me identifiquei muito também com o trabalho com as crianças, na pediatria, nos cultos na igreja.
Bira: Você pode fazer missões mesmo onde você está, mas o bom de tudo isso é você entender que você está no lugar que Deus quer que você esteja, nós cremos que o lugar que Deus escolheu para nos colocar como família foi lá em Angola e a gente tem vários sinais disso, várias confirmações disso, e uma delas é ver o prazer dos nosso filhos em estar lá, de eles se sentirem em casa, ver as crianças felizes, ver as crianças sem nenhum preconceito, brincando com outras crianças que muitas vezes tem um padrão de vida diferente, muitas vezes estão sujas, tem uma série de diferenças culturais e você vê os seus filhos inseridos naquilo, sem barreiras, sem maiores dificuldades, esse é um dos grandes sinais de Deus para nós, que nós estamos no lugar que Deus quer.

4 comentários:

  1. Que benção essa entrevista!!!
    Estamos trabalhando em nosso Clubinho no encontro sobre a Angola. Hoje levarei a entrevista, desenho e cartinha para as crianças. Faremos outras cartinhas e mandaremos para vcs entrregarem aos missionários por nós...
    Que Deus os abençoe sempre mais e mais!
    Com Carinho,
    Clubinho AMAI - 19ª IEQ Canoas/RS

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  2. Obrigada! Ficamos felizes com seu contato, escreva sempre, conte seus testemunhos e novidades, mande também, fotos para colocarmos na seção de fotos dos clubinhos. Queremos orar por vocês.

    Deus os abençoe também, grandemente.

    Equipe AMAI Infantil

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  3. Família Morais em Angola28 de outubro de 2009 18:44

    Angola, agradece todo carinho e cobertura.
    TUAPANDULA = OBRIGADO!
    Família Morais
    Missionários em Angola

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  4. TIA TERE JUNI AMAI IEQ NOVO HORIZONTE CURITIBA PARANA
    neste domingo faremos o culto de missao e falaremos sobre a angola
    oraremos por bira, silvana, joao e nataia
    mas em especial levantaremos um clamor para que se o visto dela e das crianças ainda nao saiu para voltarem a angola conforme a silvana comentou no congresso de missoes, que os anjos dessam e libremn os visto
    fiquei comovida com o comentario que silvana fez no congresso de missoes em sumare 2011: onde disse que as coisas dela ficaram em angola que angola é a casa dela pois ate aquele dia, so o visto do bira tinha sido liberado. Por isso levantaremos este clamor em especial
    tendo acerteza que o clamor do justo pode muito em seu efeito, é isso que tenho ensinado em nosso juni amai
    fica o convite para todos os clubinhos e juni para juntos intercedermos por este motivo vamos nos mobilizar em favor de nossos missionarios e representantes que estao no campo em angola
    bjs

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